O romance ainda está na moda? Voraz e Julies respondem em “Sessão da Tarde”

Vivemos uma época em que as relações parecem cada vez mais rápidas. Entre aplicativos de relacionamento, conexões instantâneas e vínculos passageiros, falar sobre permanência virou quase um contraponto às tendências atuais. É justamente nesse cenário que Voraz e Julies apresentam “Sessão da Tarde”, primeiro feat entre os artistas, lançado nas plataformas digitais. Inspirada nos romances que marcaram gerações na televisão brasileira, a música aposta na delicadeza dos pequenos gestos para lembrar que algumas histórias continuam sendo construídas com tempo, cuidado e presença.

Somando mais de 30 milhões de streams, Voraz e Julies unem duas trajetórias consolidadas dentro do reggae brasileiro contemporâneo para explorar novos caminhos musicais. Sem abandonar suas raízes, a dupla aproxima o pop de uma narrativa carregada de memória afetiva, criando uma canção que conversa tanto com quem cresceu assistindo aos clássicos da Sessão da Tarde quanto com uma geração que redescobre o romantismo sob uma nova perspectiva.

A composição é assinada por Julies Mazarini, Tales de Polli, DEKO, Tercio de Polli e Willer Carvalho. Tales e DEKO foram indicados ao Grammy Latino de 2023 pela composição de “Lágrimas de Alegria”, reforçando a equipe criativa responsável pela faixa.

“Essa música foi composta por mim ao lado do Tales, do Deko, Tercio e do Willer com a intenção de despertar uma sensação nostálgica em quem escuta. A gente queria criar algo gostoso de ouvir, que abraçasse as pessoas. No fim, acabamos contando a história de um amor que vive nos detalhes, naquele carinho do cotidiano. ‘Sessão da Tarde’ nasceu realmente desse lugar, e buscamos traduzir isso também na sonoridade, criando uma música que despertasse lembranças boas”, afirma Julies.

Embora Julies tenha participado da composição desde o início, foi a própria Voraz quem decidiu transformar a música em uma parceria inédita. A aproximação surgiu da admiração construída entre os artistas e encontrou na faixa o ponto de encontro entre suas identidades musicais.

“O algoritmo apresentou a gente antes da vida. Eu já tinha esbarrado no trabalho da Voraz e gostava muito do que eles faziam. Quando nos conhecemos de verdade, descobrimos que essa admiração era recíproca. E foi muito natural transformar essa conexão em música”, comenta o cantor.

Para a banda, “Sessão da Tarde” também representa uma nova etapa.

“‘Sessão da Tarde’ tem aquele sentimento de nostalgia, de um dia bom ao lado de quem a gente ama. É uma música complexa e simples ao mesmo tempo — e é exatamente aí que mora a beleza dela. A gente queria que as pessoas sentissem esse aconchego, essa leveza. Para a Voraz, esse lançamento representa também uma nova fase da nossa caminhada, agora em São Paulo, carregada de sentimentos bons e novas possibilidades”, destaca Diogo, vocalista da banda.

A produção musical ficou por conta de João Victor Mendes, com coprodução de Gabriel Carvalho, parceiros da CASITA e responsáveis por diversos trabalhos da banda, incluindo “Meu Jeito de Ser”, parceria com Planta & Raiz. O projeto ganhará um novo capítulo na próxima terça-feira, quando estreia o videoclipe oficial. Dirigido por Mazza, sócio da Área 51, o vídeo foi gravado na Cabana Yeshua e amplia visualmente a atmosfera proposta pela canção.

Enquanto a Voraz prepara o lançamento do EP “Elemental”, Julies segue consolidando sua carreira como cantor e compositor. O artista ultrapassa 15 milhões de reproduções, assina músicas gravadas pelo Maneva, como “Promete”, “A Solidão” e “Soma”, além de colaborações com Planta & Raiz, Hevo84 e Expressão Regueira. Recentemente, levou sua música à Austrália como convidado especial da última turnê do Maneva, passando por Sydney, Brisbane e Gold Coast e ampliando sua trajetória internacional.

Mais do que responder à pergunta proposta no título, “Sessão da Tarde” mostra que o romantismo talvez nunca tenha deixado de existir — apenas mudou de linguagem. Em vez dos grandes gestos cinematográficos, Voraz e Julies encontram força nos detalhes do cotidiano e mostram que ainda há espaço para histórias de amor contadas com leveza, sensibilidade e autenticidade.

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