Entrevista | Sofia Gayoso abre bastidores de seu novo projeto, o EP “Diferente (Acústico)”

Com leveza e toque intimista, a cantora e compositora paraibana Sofia Gayoso apresentou, recentemente, suas canções do EP “Diferente”, lançado no início ano, de uma forma “diferente”. Primeiro com o lançamento do single “Universo Paralelo (Acústico)” e, logo depois, com a chegada do EP “Diferente (Acústico)”, que já está disponível nas principais plataformas de música e conta com um EP visual, gravado ao vivo na Casa de Brígida, espaço nordestino em São Paulo.

O projeto é pensado para aproveitar o verão que se aproxima e promete embalar momentos de descanso e encontros afetivos. “O ambiente e as versões envolventes das músicas também trazem uma sonoridade de arrocha, seresta, que certamente vai grudar na cabeça e no coração”, comenta a artista. 

Em entrevista exclusiva ao Sua Setlist, a artista abriu mais detalhes e bastidores sobre a produção. Confira:

O que te motivou a regravar as faixas do EP “Diferente” nessa versão acústica e mais conectada às suas raízes nordestinas?

Eu senti que essas músicas ainda tinham mais pra dizer. O Diferente original começou a nascer num momento de mudança de vida, em 2023 quando me mudei aqui pra São Paulo e de um renascimento pessoal e artístico, mas eu queria trazer para as músicas um cheiro de casa, lembrar das minhas raízes e do meu momento atual na música em 2025. A versão acústica foi quase um retorno ao meu início, às rodas de violão, à música que me formou. 

Ao voltar para o violão e para uma sonoridade mais orgânica, que memórias ou sensações da sua trajetória artística vieram à tona durante o processo?

Veio muita coisa. Lembrei da menina que cantava em casa, tocava violão com os amigos na praia, dos sons que escutava na Paraíba, da sensação boa que foi criar e ouvir as músicas pela primeira vez. Foi quase terapêutico. Tocar assim me conecta com quem eu sou antes de qualquer produção, algoritmo, beat, deixando vir conexão com minha verdade interior.

O audiovisual gravado na Casa de Brígida traz uma estética de sarau nordestino. Como esse ambiente influenciou a interpretação e a atmosfera das novas versões? Como foi gravar esse material?

Esse ambiente me remete muito à minha casa, à Paraíba, minhas raízes. Quem é nordestino vai entender assim que olhar. Lá tem uma energia que abraça. E traduz perfeitamente a sonoridade e as sensações que eu quis trazer nesse acústico. Aconchego, familiaridade, algo verdadeiro e cru. Foi gravado ao vivo, sem dublagem nenhuma em um take. Gravamos tudo de forma muito orgânica, deixando o som acontecer, sem querer “perfeição polida”. Foi aconchegante, real. Teve riso, teve silêncio, teve emoção. Acho que dá pra sentir isso em cada take.

Você mencionou que este EP marca o encerramento de um ciclo e o início de uma nova fase. Quais são as principais diferenças entre essas fases na sua carreira?

Esse ciclo que se encerra foi de reconstrução, pandemia, transição de carreira, muito aprendizado. Eu precisava experimentar, me encontrar, queria furar a bolha do pop trazendo minhas raízes regionais para ele, misturando nossos ritmos aos beats e foi isso que fiz. Agora sinto que estou chegando no meu lugar. A nova fase vem com mais coragem, mais direção, sabendo que posso misturar pop com forró, poesia com dança, intimidade com força. É um “agora eu sei o que quero falar”. Saio de um lugar mais eletrônico para raízes mas acústicas, para trazer mais verdade e intimidade ao som, mais instrumentos reais, mais orgânico.

As versões acústicas destacam elementos como sanfona, sax e cajón. Como foi construir esses arranjos ao lado dos músicos e o que cada instrumento agregou às faixas? Você já tinha algum trabalho com a marca desses instrumentos?

Foi um processo lindo, quase uma conversa musical. Cada instrumento me representa e traz uma verdade sobre mim. Eu na voz e violão de  nylon, meu primeiro instrumento, no qual componho e toco sempre, me representando muito bem. A sanfona trouxe o coração nordestino, minhas raízes, o instrumento que mais amo. O sax traz a cara do arrocha que se comunica com meu ep original e também uma sofisticação, remete ao jazz. E o cajón traz o balanço, deixando com aquela cara de intimidade, lual, sarau, que eu queria trazer.  No final, ficou com a minha cara: sentimental, mas cheio de identidade.

Com o anúncio de um novo álbum para 2026, o que o público pode esperar em termos de sonoridade e continuidade dessa conexão entre pop, MPB e suas raízes paraibanas?

Podem esperar uma mistura ainda mais autêntica. Esse EP acústico foi uma ponte, como um agradecimento ao som que vinha fazendo, às raízes e um anúncio da artista que estou me tornando. No álbum de 2026 quero explorar novos ritmos, trazer o pop pra conversar com o forró, o reggae, com a MPB contemporânea. Mais cor, mais coragem, mais orgânico e acústico, mas sempre com verdade e poesia. Vai ser diferente de novo, e cada vez mais eu.

E para terminar: qual seria #SuaSetlist perfeita dos últimos dias?

Escutar o EP Diferente – acústico que tá a cara do verão, no repeat!

Ouça agora:

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