O invisível ganha forma e som no novo lançamento de VINI. Com o single “VENTO”, o cantor e compositor mergulha na estética do Synthwave, trazendo uma sonoridade densa e nostálgica que remete às trilhas de Stranger Things. A faixa é um exercício de dualidade: enquanto o instrumental carrega uma tensão magnética, a letra sopra uma mensagem de esperança, refletindo a crença do artista de que a vida, assim como o vento, é feita de fluxos inevitáveis que trazem e levam o que for preciso para nossa evolução.
Para traduzir essa força da natureza em imagens, VINI assumiu a co-direção de um clipe visceral, onde a entrega física foi o ponto central. Gravado sob chuva real e em locações externas, o projeto desafiou o artista a “filmar o invisível”. O resultado é uma peça cinematográfica que utiliza o drama das tempestades e o poder dos elementos para mostrar que, embora o vento possa ser avassalador, ele também tem o poder de limpar o horizonte e abrir espaço para o sol.
Essa nova fase marca um amadurecimento nítido em sua trajetória. Mais consciente e detalhista, o artista deixou de lado a pressa para planejar cada nuance de sua identidade visual, que agora aposta no brilho e na luz como símbolos de ascensão. Em “VENTO”, o artista não busca apenas o refúgio na música, mas uma direção clara, mostrando que é possível encontrar beleza e paciência mesmo nos momentos de maior instabilidade.

Nesta entrevista, VINI abre o processo criativo por trás de sua produção mais longa até aqui, detalha os bastidores intensos das gravações no quintal de casa e na natureza, e revela como artistas como Liniker e Harry Styles têm feito parte de sua trilha sonora pessoal. É um convite para entender por que, para ele, aceitar as mudanças é o primeiro passo para brilhar com a intensidade que o próximo álbum promete.
Confira agora a entrevista completa:
Como está sendo ver esse single disponível?
Eu acredito que foi meu melhor lançamento até hoje, tenho recebido muitos feedbacks como: “Se tornou minha favorita” e isso me deixa mega feliz. Achei que seria impossível depois de algumas músicas de “Indomável” terem tocado tanto algumas pessoas.
Seus amigos comparam a sonoridade de “VENTO” à trilha de Stranger Things. Como foi o processo de construção desse instrumental de Synthwave?
Eu descobri que gostava de Synthwave no processo de produção do primeiro álbum. Lá já tem uma música nessa pegada, e eu acho muito diferente. No Brasil não temos muitas produções de synthwave, fora do Brasil é mais popular. E eu gosto da ideia de ter músicas diferentes, sair um pouco do mesmo, sabe? Então o synthwave me encantou por isso. Mas pena em um gênero difícil de produzir? Foi muito tempo até ter ela pronta, foi a música mais longa a ser produzida.

Você dirigiu o clipe ao lado de Rafael Fernandes e NVNES. Qual foi o maior desafio técnico para “filmar o invisível”, como você descreveu?
“VENTO” é algo que não vemos, só sentimos. Então para o clipe nós pensamos em trazer a chuva como ponto central. Porque geralmente o vento traz a chuva. O clipe termina com a chuva indo embora e o sol aparecendo. Nosso maior desafio foi: não temos estrutura para um clipe, e gravar na chuva verdadeira é muito complexa. Montamos um estúdio improvisado no quintal da minha casa e usamos mangueira para simular a chuva. Outras cenas foram gravadas externas em dias que a chuva era mais tranquila para a gravação. No final, o processo todo foi muito leve e divertido. Na primeira gravação fiquei molhado gravando durante umas 3 a 4 horas, mas deu certo.
O clipe conta com cenas de chuva real e locações na natureza. Como essa entrega física e o desconforto ajudaram a passar a mensagem da música?
Acho a chuva muito cinematográfica por si só. Ela traz esse drama, esse sentimento que queria pra música. “Estou em baixo da chuva, estou sentindo isso, estou vivendo isso, estou nessa intensidade”. As cenas na natureza mostram como o vento traz algo grandioso. Raios, trovões, chuva. O vento é poderoso. Mas ele também tem o poder de levar isso pra longe da gente.
Existe um contraste entre a “vibe tensa” do instrumental e a mensagem de esperança da letra. Por que você optou por esse dualismo sonoro?
Na composição eu falo que a vida é feita de ir e vir assim como o vento. E a música transmite exatamente isso. Tem altos e baixos. Às vezes estamos em momentos bons na vida em alguns sentidos, mas em outros nem tanto. É saber apreciar e olhar pro lado bom, o lado bonito. Ou pelo menos ter paciência de esperar que ele chegue.
De que forma a estética visual deste single dita a identidade visual do que veremos no restante do álbum?
Como eu disse, o vento é poderoso. E o próximo álbum vem com esse poder, esse brilho. No visual podemos ver que em alguns momentos eu brilho, através de efeitos visuais. Quase que como uma luz que ofusca o restante. O próximo álbum é muito sobre isso, estar em um momento de ascensão na nossa própria vida.
E para finalizar, qual vem sendo #SuaSelist favorita dos últimos dias?
No mesmo dia de “VENTO” lançou “CHARME”, da Liniker e que não sai do meu player!!! Além de “Aperture” do Harry Styles, um artista que me inspiro bastante.
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