Com inspiração entre a esperança de dias melhores e a potência da música brasileira dos anos 60 e 70, a cantora e compositora Tuany apostou em “Cura” como seu último single de 2025. A canção e clipe – gravado e produzido pela artista – ganhou passagem após os lançamentos de “Pássaros” e “Meu Lugar”, também deste ano.
“Cura surgiu como um lembrete da Tuany de hoje para a Tuany do passado, de que tudo passa”, explica a cantora. Para ela, a canção é um convite a ressignificar os percalços e as alegrias, compreendendo que cada experiência deixa marcas que moldam quem somos no presente. “Quando estamos imersos nos sentimentos ruins, parece que nunca vai ter fim, mas essa música foi escrita pra mostrar que não é bem assim. A felicidade pode ser reinventada”, acredita.
Com exclusividade para o Sua Setlist, a cantora e compositora andreense conta mais sobre os recentes lançamentos, avalia o ano de 2025 e adianta as novidades do próximo ciclo. Confira:
“Cura” chega como mais um capítulo importante do seu ano artístico, que também trouxe “Pássaros” e “Meu Lugar”. Como você enxerga essa trilogia de lançamentos dentro da sua narrativa de 2025?
Foi uma narrativa que foi crescendo liricamente e comercialmente, e acho que a escolha da ordem dos lançamentos influenciou nisso: pássaros é mais intimista e fala sobre encontrar suas pessoas no mundo; Meu Lugar já é um pouco mais energética e fala sobre buscar seu lugar no mundo, junto do seu bando que foi encontrado em “Pássaros”; e a cereja do bolo é Cura, que é irônica, divertida e extrovertida, e fala sobre olhar para o passado (e as músicas passadas também) e ressignificar as coisas ruins que aconteceram nele.
Você assinou todas as etapas do clipe de “Cura”, da gravação à edição. De que forma esse processo independente marca sua identidade e sua liberdade criativa neste momento da carreira?
Eu desenvolvi minha própria linguagem estética através desses clipes caseiros, que vai evoluindo e se desenvolvendo conforme vou estudando e aprendendo novas formas de gravar e editar, mas o que mais gosto é que consigo colocar as ideias que estão na minha mente da forma mais fiel possível, claro, com limitações, mas estar no controle disso me dá a liberdade de testar até chegar onde quero.
Os três lançamentos do ano carregam emoções distintas, como você avalia cada um desses processos tanto pessoalmente quanto junto do público?
Pessoalmente, 2025 foi o ano de “ressureição” e colheita, onde muitas pessoas novas chegaram e começar a se conectar mais com os trabalhos lançados nesse ano. “Cura” sem dúvidas foi a grande porta de entrada para muitas pessoas, pessoas que se identificaram e se permitiram visitar o resto do meu catálogo, e entender toda a trajetória que culmina nessa música.
No clipe de “Cura”, você explora diferentes ângulos e pontos de vista, algo muito presente nas redes sociais. Como foi pensado esse material e quais foram suas principais referências?
Quis aproveitar a estética das redes sociais no clipe pra de certa forma ser mais “acessível” pra quem for assistir. Eu acredito que temos que nos adaptar, sem perder a essência, pra atingir as pessoas que queremos, e as redes sociais talvez sejam o maior meio de fazer isso atualmente, então incorporar ângulos e linguagens características das redes como meu toque caseiro e retrô, foi a forma perfeita de unir a essência artística com a linguagem popular das redes sociais.
Minhas principais referências foram o clipe de Dilema do Green Day, vídeos de artistas independentes pesquisando novas formas de filmar e a minha própria arte, como as capas dos singles lançados esse ano.

Mesmo com a produção caseira, seus clipes mantêm qualidade, força visual e originalidade. O que você aprendeu com “Pássaros”, “Meu Lugar” e agora “Cura” sobre transformar limitações técnicas em potência artística?
Aprendi algo que se reforça pra mim a cada lançamento: estudar é a chave. Estudar e pesquisar…a cena de fundo azul, por exemplo, eu não tinha ideia de como iria executar e editar, e estava com medo de não dar certo ou parecer mal feito, então eu fiz muitos testes de edição e de captação de imagem pra entender como que eu traria aquela cena pra realidade. Claro, com mais recursos e investimento o processo seria mais fácil e rápido, mas mesmo sem isso, eu consegui chegar no resultado que eu queria. E acho que isso se tornou parte da minha linguagem, as pessoas já associam essa estética à mim e à minha música.
O público recebeu “Cura” com muito carinho, assim como os lançamentos anteriores do ano. Como essa resposta tem influenciado seus próximos passos e o que podemos esperar da Tuany em 2026?
Tem me dado muita energia pra criar mais e lançar mais. Inclusive alterar a rota de planos que já estavam traçados, me mostrando que seguir por outro caminho possa ser mais interessante do que me prender à ideias de mais de um ano. Em 2026 tem muito mais música, audiovisual, clipes, shows, e com certeza, muito mais fãs que vão se conectar com o que faço.
E para terminar: qual seria #SuaSetlist perfeita dos últimos dias?
My Only Angel – YUNGBLUD e Aerosmith
Pool – Paramore
Parachute – Hayley Williams
La Negra Tomasa – The Tiarras
Strange – Ginger and the Peppers
