Entrevista | Marc Yann revela os bastidores criativos e a atmosfera mística de “Arrebatamento”

Com “Arrebatamento”, Marc Yann aprofunda sua estética pop mística e convida o público a atravessar um território onde espiritualidade, emoção e liberdade criativa se encontram. A faixa nasce de um processo íntimo e cuidadoso, que foge de fórmulas prontas e aposta em uma construção pop completa, carregada de símbolos, camadas sonoras e tensão entre o sombrio e o dançante.

Em entrevista exclusiva ao Sua Setlist, o artista revela como uma palavra solta anotada no celular se transformou em letra, por que decidiu misturar português e inglês pela primeira vez e como elementos como tambores ritualísticos, orquestra e coral ajudaram a criar a atmosfera de “juízo final” que atravessa a música. Marc também fala sobre as referências que moldam sua linguagem, de Lady Gaga a Lana Del Rey, antecipa os caminhos mais obscuros e espirituais que pretende explorar nos próximos lançamentos e ainda entrega a setlist que tem embalado seus últimos dias.

Confira o bate papo completo:

O processo de composição começou com uma anotação isolada. Como essa palavra/frase evoluiu até se tornar uma letra completa?

Tudo começou comigo anotando essa palavra no bloco de notas do meu celular, na época em que estava compondo as músicas para o álbum A Noite Mais Sombria. Resgatei a ideia logo depois de lançar “Profano”, mas só este ano consegui compor a letra completa. Lembro que a primeira frase que escrevi foi: “vi meu primeiro amanhecer longe de toda aquela escuridão”.

Você comentou que buscou uma estrutura pop “completa”, fugindo de fórmulas prontas. Como essa decisão guiou a construção sonora da faixa?

Sabe aquelas grandes músicas pop completas, com verso, refrão, ponte? Eu fui criado ouvindo música pop assim, então já componho dessa forma. Para essa música, não quis cortar nada para se encaixar em dois minutos. A música foi pensada para ter novidade em cada parte, seja no vocal ou no instrumental. A todo momento surge algo novo para te levar até o final.

Créditos: Melk Ferraz

Essa é sua primeira música misturando português e inglês. O que te motivou a explorar esse novo formato?

Esse verso não existia até o dia em que fui gravar os vocais. Percebi que faltava algo nesse momento e, sem pretensão, escrevi em inglês para soar como uma declaração de amor escondida hahahah.

Quais elementos musicais foram essenciais para criar essa atmosfera entre o sombrio e o dançante?

Na produção dessa música, eu comecei pela bateria e pelos tambores, algo que amo para criar esse tom místico e ritualístico. Também chamei meu amigo e artista incrível EULIMO para criar os arranjos de orquestra e trazer essa atmosfera de juízo final. Ao final, adicionei meus amigos cantando em coral para o momento do ápice da música, onde tudo se completa nessa explosão de liberdade.

Lady Gaga, Kerli, Jão e Lana Del Rey são grandes referências pra você. Conta um pouco sobre isso?

Escuto Kerli desde o tempo do colégio e amo a forma como ela faz a arte das trevas em cada trabalho. A Lady Gaga é uma inspiração de liberdade e criatividade, e a Lana Del Rey tem esse tom melancólico e letras poéticas. Tudo isso já é algo que escuto e fez sentido trazer para o processo de composição e construção dessa música.

Créditos: Melk Ferraz

“Arrebatamento” inaugura novas possibilidades sonoras para seus próximos lançamentos? Que caminhos você quer aprofundar?

É hora de me aprofundar mais na arte das trevas e da espiritualidade como parte de uma nova era. Então posso revelar que o diabo me mandou fazer um EP completo nessa temática para 2026 (risos).

E para fechar, qual sua setlist perfeita dos últimos dias?

Estou viciado na nova música do CHAMELEO e no álbum Anjo Mau, do Davi Sabbag, além, é claro, de Arrebatamento (risos).

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