“Foi esse lugar que quisemos colocar nessa nova ótica”, reflete Sotam sobre o EP ‘Fiquei o Tempo que Precisei’

Vivendo um dos momentos mais marcantes de sua trajetória, o cantor e compositor Sotam acaba de lançar o audiovisual completo do EP “Fiquei o Tempo que Precisei“. O projeto transforma o conceito visual da capa — marcada pelo fundo amarelo infinito e objetos espalhados — em um plano-sequência contínuo que conecta todas as faixas da obra. Para complementar a experiência do público, cada música também ganhou um visualizer individual, explorando diferentes perspectivas e ângulos do mesmo cenário no canal oficial do artista no YouTube.

A novidade marca a evolução de uma história iniciada no ano passado com o EP Fique o Tempo que Precisar, responsável por emplacar o hit “Foi Assim” nos principais charts do Spotify no Brasil e em Portugal. Desta vez, Sotam mergulha nas complexidades e nos altos e baixos das relações amorosas, trazendo produções assinadas por Rob e Felipe Phyre, além de colaborações de peso com nomes como Murica, Carla Sol, Yngrid e Matheus Muniz.

Consolidado como uma das vozes mais relevantes da nova geração da música urbana nacional, o artista paulistano celebra o lançamento em meio ao sucesso da turnê “Bloco dos Apaixonados”, que vem percorrendo diversos estados brasileiros. Acumulando marcas expressivas nas plataformas digitais e mantendo uma presença constante entre os artistas mais ouvidos do país, Sotam reafirma sua maturidade artística ao alinhar inovação estética, forte sintonia com o público e um storytelling cada vez mais refinado.

Confira uma entrevista exclusiva:

O projeto traz uma proposta bem ousada ao transformar o conceito visual da capa, com o fundo infinito amarelo e os objetos espalhados, em um clipe contínuo. Como surgiu a ideia de gravar o audiovisual de todas as faixas do EP em um único plano-sequência?

A ideia da capa foi construída de uma forma totalmente natural, quando escolhemos a cor amarela no ano passado era justamente para trazer esse sentimento de serenidade que haviam nas músicas. Já nesse projeto, lançado um ano depois como continuação, construímos em cima desse mesmo conceito, a ideia dos objetos é algo que remetesse a capa que foi concluída em um camping que estávamos fazendo algumas músicas para completar esse projeto. Eu e o Gustavo Sabó, que também me ajuda no criativo dos visuais, conseguimos executar a ideia da mesma forma que havíamos imaginado.

Além do filme completo, cada faixa ganhou um visualizer próprio sob perspectivas diferentes do mesmo cenário. De que forma esses visuais individuais complementam a narrativa das músicas para quem está assistindo?

A narrativa das músicas é algo que realmente está ligado apenas ao áudio. Já o visual está como algo complementar para as pessoas poderem assistir enquanto prestam a atenção no som, não necessariamente é algo para complementar a narrativa, mas foi incrível entender que os atos em cena também se completam com as músicas mesmo não sendo algo “premeditado”

O EP Fiquei o Tempo que Precisei chega para dar sequência à história iniciada em Fique o Tempo que Precisar(2025). O que mudou na sua vida e na sua escrita do ano passado para cá que influenciou os novos temas abordados nas letras?

Desde quando criamos o “fique o tempo que precisar” ali naquele momento, foi algo para criar um storytelling de um casal que apenas se via de finais de semanas, cada um com sua rotina e as três músicas contam como era a vontade de estarem juntos e a saudade que havia quando não estavam.

Nesse novo projeto, de uma forma mais complexa, conta o outro lado, conta que o relacionamento não é um mar de flores e todos passam por altos e baixo, nele é possível notar da primeira à última música como as coisas vão fluindo para um entendimento entre o casal, foi esse lugar que quisemos colocar nessa nova ótica.

A faixa de abertura traz uma colaboração com o Murica, além de parcerias como a Carla Sol, que canta na faixa que dá nome à sua turnê atual. Como foi o processo de escolha dessas participações para construir a identidade do trabalho?

Eu sou muito fã de meus amigos, sinto uma sinergia e um certo conforto em criar com eles, quando eu pensei no local de construção e storytelling que imaginei para esse projeto, resolvi chamar o Murica para a primeira faixa para dar início a essa ótica que estaríamos trazendo no início do projeto. A Carla sol e a Yngrid foram pessoas que eu trouxe para dentro da criação do projeto como um todo além de fã e grande amigo das duas foi um processo bem divertido dividir a visão com elas desse relacionamento que está sendo contado.

Você tem números impressionantes no Spotify e uma agenda movimentada com a turnê “Bloco dos Apaixonados” pelo Brasil. Como tem sido sentir de perto essa troca com o público nos shows durante esse momento de consolidação na música urbana?

Eu sempre prezei por uma troca sincera com as pessoas que consomem meu trabalho, digitalmente falando. Agora poder encontrar essas pessoas pessoalmente e ter essa mesma troca nos shows é algo que eu não imaginava nem nos meus melhores sonhos, sou muito grato a essas pessoas, pois são elas que me dão esse espaço para viver esse sonho.

As faixas do EP contam com produção assinada por Rob e Felipe Phyre. Como funcionou a sintonia no estúdio para traduzir a sonoridade que você buscava para essa nova fase?

As produções foram algo muito incrível, o Rob sempre foi uma pessoa que eu confiei a direção musical dos meus projetos, a nossa sinergia no estúdio sempre mostra o quanto somos próximos também fora dele. o Phyre assim como outros produtores que também trabalharam no projeto trouxeram uma nova ótica para essa forma de produção que eu já divido com o rob, acho que essa foi uma das melhores escolhas para esse projeto.

E para finalizar, sempre deixamos essa perguntinha: qual a #SuaSetlist favorita do momento? O que você mais tem escutado?

Eu tenho ouvido muito artistas nacionais, a rapper Torya, tenho ouvido a galera do Tio e dentro deles uma menção honrosa a Arpak e Vicii com o novo projeto “todo duro vs holly field”, também tenho acompanhado as músicas do Pitiko, acho ele um baita músico com uma sonoridade genial. Se não conhece, indico pesquisar.

O que achou desta entrevista? Conheça também as histórias de outros artistas e aproveite para seguir o Sua Setlist no Instagram!

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