Entrevista | PAPI abre curiosidades e bastidores do novo single “Baile de Fazenda”

Lançado recentemente, o eletrofunk – que é a cara das playlists de verão – conta a história de um ‘cara da cidade’ que se apaixonada por uma boiadeira

Colocando Curitiba no mapa do funk nacional, o duo PAPI — formado por Allan Furtado (Superstar, Rede Globo) e DJ Fefo — apresenta “Baile de Fazenda”, single que transforma o encontro entre o urbano e o interior em dança e romance sem fronteiras. A faixa nasce da vivência real dos artistas circulando por festas do país com o projeto “Funk Pero No Mucho” e traduz, em forma de música, a conexão inesperada entre o “carinha da cidade” e a boiadeira, misturando funk, eletrofunk e elementos sonoros rurais em uma narrativa envolvente, perfeita para embalar o verão que se aproxima.

Em entrevista exclusiva para a Sua Setlist, os artistas contam curiosidades sobre o novo single, e como têm sido esse novo momento do PAPI, que após retomar o foco no autoral, consolida sua identidade em uma parceria de muitos lançamentos com a CASITA. Além de trazerem as novidades sobre o próximo ano. Confira:

“Baile de Fazenda” nasce de uma vivência real de vocês tocando como “a dupla da cidade” para a galera do interior. Como transformaram essa experiência em narrativa musical?

Em algumas dessas experiências incríveis, reparamos esses olhares marcantes em nossas diferenças no jeito de se vestir, de conversar, sotaque, costumes. E como somos BEM conversadores, onde vamos, arrumamos papo com o pessoal, e assim vamos conhecendo histórias.

Então no estúdio, citamos essas histórias e acabamos criando como seria essa juntão da Moça do interior com o Funkeiro da cidade. Usamos todos os detalhes de acessórios como chapéu, fivela e tudo mais. 

E uma super curiosidade que aprendemos nessas estradas e usamos durante a produção dessa música, é a “etiqueta do chapéu” em festa de rodeio. A boiadeira ou cowboy que coloca o chapéu mais pra baixo, significa que não quer papo, sinal de compromisso ou poucos amigos. Chapéu um pouco mais levantado mostra receptividade, interesse. Mas a regra que trouxemos pra música é a de colocar o chapéu de lado, que significa que a pessoa está bem interessada em outra, disponível para flertar, ficar com alguém. Aí nasceu o verso: “Vou botar de lado o chapéu dessa boiadeira”.

O que mais empolgou vocês na construção do beat de “Baile de Fazenda”?

Além das temáticas sobre festa de interior, que já saem do nosso cotidiano, a produção do beat foi super legal, com ritmo bem animado, elementos de música eletrônica, mega funks, sintetizadores,  misturando com palma de funk, chicote, galo cantando e tudo mais. Isso aí trouxe um clima descontraído pro estúdio que é difícil explicar.

Algo muito bacana também, foi a gravação em coro do refrão, que gerou bons minutos de risadas no grupo todo.

“Cordão de Prada” e “Baile de Fazenda” mostram um PAPI cada vez mais seguro na própria estética. Como vocês definem essa nova fase autoral?

Exatamente, queremos mostrar que escutamos várias vertentes do funk, mas que estamos desenvolvendo o nosso próprio resultado final. E estamos muito satisfeitos com  o que temos feito em estúdio. Ansiosos para ver na pista de dança!

Como a colaboração com a Casita tem impulsionado a sonoridade e os lançamentos recentes do duo?

Incrivelmente, pois já éramos amigo de longa data do João Mar, um dos criadores do grupo, e fãs do trabalho dele como cantpr e compositor. Contudo, quando tivemos a oportunidade de fazer a primeira música juntos, que foi Cordão Prada, pudemos comprovar a qualidade e força que esse grupo tem, uma vez que, cada um deles tem características bem distintas, mas que somadas ficam ainda mais impressionantes.

Papi + Casita já é sucesso  independente de resultados do mercado, pois alcança o que mais valorizamos, que é fazer música, se divertir e alegrar as pessoas com isso.

Já podem adiantar o que vem aí, em 2026, depois desse lançamento?

2026 vem com grandes lançamentos, inclusive já irá iniciar com Sequência de bumbum pro alto, faixa que traz uma energia que sempre quisemos colocar no repertório. Daquelas músicas que quando começam, as pessoas já puxam as outras para a frente do palco, pois “É HORA DE DANÇAR”.

E diríamos que 2026 será um ano de pluralidade de ritmos, quando se trata do PAPI, pois queremos nos manter no Funk, mas mostrar que existem várias formas de explorar e se divertir com esse ritmo que é a cara do BRASIL.

E para terminar: qual seria #SuaSetlist perfeita dos últimos dias?

Baile de Fazenda – PAPI, Depois do Baile – Dennis DJ, Sequência da Feiticeira – Pedro Sampaio, Gostosin – Anitta e Felipe Amorim, Latina Foreva – Karol G, Cordão Prada – PAPI, NuevaYol – Bad Bunny, Desliza – Léo Santana, Descer – Kew, Projeto anos 2000 – Matheus Fernandes, La Bachata – Manuel Turizo

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