Quando o mundo silencia, a mente da cantora e compositora Carol Gibbon ganha vida. É no caos da madrugada, entre episódios de insônia e reflexões noturnas, que nascem as composições mais íntimas da artista carioca, um processo criativo que ganha forma em seu novo EP, “5 da manhã”, e no single de trabalho “Beijo de Elevador”.
Em um papo exclusivo com o Sua Setlist, Carol reflete sobre a beleza de transformar memórias autobiográficas de romances passageiros em hinos de identificação coletiva. Ela projeta o sentimento de viver essa entrega nos palcos, detalha o tom melancólico e sincero do novo projeto e revela as faixas que moldaram suas referências, passando por ícones do pop como Jão, Taylor Swift, Conan Gray e K-pop.
Confira a entrevista na íntegra e descubra o que não sai da playlist da artista:
A música retrata a intensidade de um romance de viagem que foi passageiro, mas marcante. Como é para você expor sentimentos e memórias 100% autobiográficas sabendo que milhares de pessoas vão se identificar com essa mesma cena?
Eu acho que é justamente por saber disso que escrever essas músicas se torna tão especial pra mim. É, de certa forma, reconfortante e até bonito saber que alguém pode se identificar com experiências que, ao primeiro momento, parecem tão especificas e pessoais pra mim.
O EP se chama 5 da manhã e aborda insônia, ansiedade e reflexões noturnas. De que forma a madrugada influencia a sua criatividade e a hora em que você decide escrever?
A madrugada é o momento em que eu mais crio, acho que eu sempre senti uma energia diferente quando passa da meia noite, o silêncio do mundo de fora parece um gatilho para que a minha mente fique cada vez mais barulhenta e eu acabo sentindo a necessidade de externalizar no papel toda essa bagunça.
Você comentou que todo mundo já viveu um romance breve que deixou marcas. Qual é a principal emoção ou memória que você espera despertar no público quando ouvirem essa faixa?
Eu quero que as pessoas consigam sentir, sejam relembrando experiências pessoais ou imaginando os cenários cantados na letra, o carinho que uma história como essa pode carregar. Acho que a mensagem principal dessa música é que nem tudo precisa de um final trágico para acabar, e tá tudo bem.

O pop confessional tem uma troca muito direta e vulnerável com os ouvintes. Como você imagina a reação da plateia cantando essa letra junto com você ao vivo nos shows?
Eu sempre achei mágico a experiência catártica de cantar uma música em um show como se cada verso fosse meu. Quando eu cantar as minhas músicas ao vivo, eu espero que elas consigam se transformar nessa ponte entre mim e o público. Que elas se tornem, de uma certa forma, tanto deles quanto minhas.
Se você tivesse que montar uma playlist ou um setlist ideal que serviu de inspiração para a atmosfera noturna de “Beijo de Elevador”, quais artistas ou faixas não poderiam faltar?
Os artistas que eu mais estava escutando no período em que escrevi essa música foram o Jão, a Taylor Swift, o Conan Gray e as músicas solos do Jimin, do BTS, principalmente Like Crazy, na época eu ouvi essa música em looping durante o banho.
O EP conta com seis faixas. O que o público pode esperar dele?
Definitivamente muita verdade, eu busquei relatar exatamente como eu estava me sentindo em cada uma das situações descritas nessas linhas e, de certa forma, melancolia, eu adoro uma sofrência! (risos)
E para finalizar, sempre deixamos essa perguntinha: qual a #SuaSetlist favorita do momento? O que você mais tem escutado?
Jão nunca sai da minha playlist, o álbum “Wishbone”, do Conan Gray, Stray Kids e reviciei na música “Dimple”, do BTS.
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